sexta-feira, 10 julho, 2020
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Passo a passo de como vender material escolar pela internet

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como vender material escolar pela internet

Todo início de ano traz consigo uma lista de contas a pagar e, entre elas, está a compra do material escolar. Esse é o período mais aguardado pelos varejistas do setor, já que a procura por cadernos, canetas, lápis e afins atraem muitas pessoas aos estabelecimentos.

No varejo online o cenário não é diferente. Uma pesquisa realizada pela Rakuten Digital Commerce apontou um crescimento de 64% no faturamento desse nicho nos primeiros seis dias de 2019 quando comparado ao ano anterior. Mas engana-se quem pensa que a rentabilidade do segmento está restrita apenas a janeiro. 

No texto abaixo preparamos um passo a passo sobre como vender material escolar pela internet o ano todo, minimizando quedas bruscas no faturamento. Confira.


Como vender material escolar na internet

Devido ao baixo custo inicial, abrir um e-commerce de material escolar é uma boa maneira de compreender o mercado digital e crescer nele. Isso porque sua operação enxuta favorece o aprendizado do lojista, e a facilidade de acesso aos produtos e fornecedores acelera o início das vendas. 

No começo, não há a necessidade de ofertar diversos produtos ao consumidor. O ideal é levantar os itens de procura constante, como cadernos e canetas, e buscar preços competitivos com os fornecedores, a fim de repassar o desconto para o cliente.

Mas essa negociação não será feita sem que você tenha uma empresa aberta. Formalizar uma empresa de material escolar e papelaria para vender na internet exige o cumprimento legislação vigente como qualquer outra.

Quando se está começando, o melhor regime tributário para adotar é o microempreendedor individual, o MEI. Essa modalidade tem dezenas de classificações de atividades nas quais o empreendedor pode atuar, e para o ramo de material escolar a CNAE(Classificação Nacional de Atividade Econômica) adotada é a de papeleiro, sob o número 4761-0/03.  

Para abrir um MEI é necessário o auxílio de um profissional de contabilidade, que dará entrada nos trâmites junto ao órgão competente de cada região do país. Nesse regime é possível emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), requisito necessário para operar nos principais canais de vendas da internet.

Outro ponto de atenção para quem pensa em vender materiais escolares e papelaria é Código de Defesa do Consumidor. Todas as relações de compra e venda são permeadas por ele e é importante conhecer os trâmites que envolvem políticas de troca e devolução de produtos, a fim de evitar desconfortos com futuros clientes.  

Depois da empresa aberta, é hora de traçar o plano de negócio e colocá-lo em prática. Antes de se debruçar sobre as planilhas, tenha em mãos as principais informações sobre o mercado e uma lista dos produtos que serão vendidos na loja virtual ou marketplaces, com a estimativa de compra para cada um deles. 

Leve em consideração que alguns itens têm alto giro inicial, como as agendas, mas possuem prazo de validade e ficarão no estoque após certo tempo. E estoque parado é prejuízo para o lojista.

Para evitar situações como essa, opte por produtos de saída constante como:

  • Lápis preto ou colorido
  • Canetas diversas
  • Canetas marca-texto 
  • Artigos para pintura
  • Fitas adesivas coloridas
  • Cadernos e fichários 
  • Planners 
  • Papelaria fina e para artesanato 
  • Mochilas, lancheiras e estojos 

Com essas informações, dar continuidade na construção do planejamento estratégico torna-se simples. Isso porque:

1) Procurar fornecedores fica mais fácil

Saber de antemão quais artigos serão vendidos deixa a escolha por fornecedores mais assertiva, pois você já sabe exatamente o que procurar quando olhar o catálogo ou acessar o site. 

Há vários distribuidores e sites que vendem material escolar no atacado, mas nunca deixe de conversar com outros lojistas do ramo e conferir a procedência dos produtos antes de fechar negócio. Lembre-se que você fará a revenda desses itens e qualquer falha identificada pelo consumidor será de sua responsabilidade. 

Por fim, avalie os preços e condições de pagamento e opte por quem melhor atender às expectativas do projeto.

2) A precificação de produtos também! 

Artigos de papelaria e material escolar não são tabelados. Contudo, em uma pesquisa rápida pela internet, dá para saber quais são os preços praticados pela concorrência e trabalhar na mesma linha ou com valores menores para atrair o consumidor. 

Só não caia na guerra de preços. Baixar demais a margem de lucro sobre as vendas é uma boa estratégia quando o movimento está baixo, mas não deve ser uma constante no negócio. Lembre-se que também existem custos fixos no e-commerce e uma arrecadação baixa prejudica o andamento do todo. 

Outro ponto importante na hora de fazer a precificação dos produtos é pensar na quantidade de itens que serão vendidos unitariamente. Canetas, por exemplo, podem ser vendidas em quantidade mínima de unidades para evitar prejuízos com frete. Diferentemente de fichários, que possuem um ticket médio mais alto. 

3) A gestão de estoque é otimizada! 

Quanto espaço é necessário para armazenar e organizar os itens que serão vendidos? Será necessário um sistema ERP para auxiliar na gestão ou planilhas no Excel dão conta? 

Com a lista de itens pronta, a organização e a posterior gestão do estoque ficam bem mais tranquilas para o lojista, pois não há grandes surpresas em relação à estrutura necessária para operá-lo.

Além do mais, é por meio de uma gestão de estoque eficaz que é possível identificar quais artigos têm alto giro de mercado e quais andam meio parados, traçando assim novas estratégias de venda para essas mercadorias. Combinar produtos em kits, criar promoções relâmpago de determinado item e realizar as tradicionais queimas de estoque na baixa temporada são alguns exemplos.

Para otimizar ainda mais o processo, confira nossas dicas sobre como simplificar a gestão de estoque no e-commerce.

4) Você sabe em quais canais de venda atuar

O comércio eletrônico é um oceano de possibilidades para o consumidor, e chamar sua atenção entre centenas de anúncios não é tarefa fácil. Para que ele encontre você é preciso investir em divulgação e diversificar ao máximo os canais de vendas. 

O e-commerce por si só não realiza vendas, já que a geração de tráfego depende de posts em redes sociais ou campanhas no Google. Para começar rápido, os marketplaces são uma ótima aposta para exibir os produtos e atrair clientes. 

O primeiro passo para vender em marketplace é criar uma conta e cadastrar os produtos. Em sequência, desenvolver anúncios que tenham título, descrição e imagem bem trabalhados, contendo o máximo de detalhes sobre aquele item, facilitam a tomada de decisão do cliente no momento de optar pela compra. 

Instagram, Facebook e Pinterest são redes sociais cruciais para a divulgação de itens de papelaria e material escolar. As imagens compartilhadas nesses espaços despertam o desejo de compra e colaboram para aumento das vendas. Para ter ideias de fotos e textos para essas redes, acompanhe hashtags como #papelariacriativa, #materialescolar e #aloucadapapelaria. 

5) O foco na experiência do consumidor aumenta 

O público que compra material escolar e itens de papelaria na internet é heterogêneo. São desde crianças procurando por cadernos com capas de personagens do momento até senhoras comparando preços de tintas para artesanato. 

Para saber qual tipo de comunicação adotar com o cliente, preste atenção no produto que será anunciado. Ele dará o tom de voz da conversa, fazendo com que o consumidor sinta confiança de comprar com você.

Outro ponto que também merece atenção é o unboxing experience. Abrir a caixa do item adquirido e ver bem mais que plástico-bolha faz toda a diferença para o consumidor, e no ramo de venda de material escolar online não há limites para explorar essa estratégia. 

Embrulhar o pedido em papéis diferenciados, oferecer brindes do tipo marca-página, escrever mensagens em post-its ou mesmo incluir artigos inéditos são alguns dos diferenciais que você pode adotar para promover uma experiência de unboxing incrível.

Mas não podemos esquecer que de nada vale todo a dedicação se o pedido não chegar no prazo combinado. Atrasos na entrega têm o poder de destruir qualquer tentativa de conquistar o comprador e precisam ser evitados ao máximo, OK?

Material escolar não se compra só em janeiro 

Cadernos, canetas, pastas, resmas de papel sulfite e outros itens que fazem parte da lista de material escolar são consumidos ao longo de todo o ano por mais lugares além dos colégios. Escolas de música, de artes, de idiomas, universidades, escritórios e demais empresas utilizam esses insumos no dia a dia, e a onda das “loucas por papelaria” também atraiu os olhares para o setor, ampliando o consumo de artigos feitos à mão ou customizados.

E para garantir a recorrência nas vendas aposte na estratégia de clube de compras. Você pode enviar uma caixa com itens variados de papelaria a cada ciclo, ou atender à necessidade específica do consumidor. Escritórios, por exemplo, consomem mensalmente canetas, sulfites e envelopes, que podem chegar antes de acabarem graças à assinatura do seu clube. 

Outra ideia para manter as vendas sempre aquecidas é criar kits e divulgá-los nos marketplaces. Combine os produtos por temas (kit de papelaria do ateliê de moda, por exemplo), datas comemorativas (Kit de papelaria para montar sua fantasia de carnaval)  e transições entre os semestres escolares (Kit Volta às Aulas do 2° semestre).

Fique atento também aos personagens do momento, pois eles costumam ditar o consumo desse mercado e são uma boa maneira de aumentar os lucros. Mas para não ter problemas com o uso indevido de imagens, confira o nosso post sobre direito de imagem. 

As possibilidades para vender material escolar pela internet e aumentar o ticket médio do negócio são muitas, basta ter atenção ao mercado e criatividade para desenvolvê-las. 

Bônus: Lista de fornecedores para comprar material escolar no atacado 

Não poderíamos finalizar o conteúdo sem uma lista de fornecedores, não é? Confira abaixo alguns sites, faça suas pesquisas e comece logo seu negócio online. 

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