Economia
da Quarentena:

efeitos do Coronavírus no varejo
e como lojistas podem lidar com
os impactos do Covid-19

O planeta está em alerta total por conta da pandemia do Coronavírus, e este cenário tem causado mudanças de comportamento em praticamente todas as esferas da sociedade. Empresas passaram a adotar o trabalho remoto, escolas suspenderam as aulas temporariamente e comerciantes dos mais variados segmentos estão percebendo uma enorme diminuição no movimento de suas lojas.

O impacto especificamente no comércio tem levado muitos empresários a buscarem alternativas para não fechar as portas e continuar com estoques girando, mesmo que a um ritmo mais lento.

Neste momento de quarentena, a necessidade é não deixar a economia parar e garantir que os bens de consumo continuem a chegar aos consumidores que estão em isolamento para frear o avanço da doença. Para muitos, as ações de contenção do Covid-19 soam exageradas, mas devido à imprevisibilidade do momento é preciso cautela nas decisões e empatia com a população.

Este guia produzido pelo Olist tem por objetivo trazer informação de qualidade e orientação para o mercado neste momento de incertezas. Nele, analisamos os efeitos do Coronavírus no varejo e destacamos algumas práticas que podem mitigar os impactos nos negócios – especialmente em micro e pequenas empresas. Tudo isso sem deixar de lado quem faz o dia a dia acontecer: as pessoas.

Principais pontos que você vai ver aqui:

Impactos econômicos do Coronavírus:

Impactos econômicos no varejo brasileiro e mundial

Cercada por incertezas, a pandemia de Coronavírus trouxe instabilidade para o mercado e impactou diversos setores da economia brasileira. Em menos de uma semana o Ibovespa acionou cinco vezes o circuit breaker, mecanismo de interrupção que paralisa a compra e venda de ações em períodos de queda. E essa é a ponta do iceberg.

Conforme vamos explicar nos próximos tópicos, a expansão do Coronavírus pelo mundo vem causando queda profunda nas vendas de diversos segmentos. Com isso, micro e pequenas empresas viram sua principal fonte de renda cair drasticamente. Por outro lado, categorias específicas de mercado têm registrado aumento na demanda, com destaque para as de Higiene e Limpeza.

Neste momento de indefinições, não podemos descartar a possibilidade de cenários ainda mais extremos. Por isso, é fundamental que lojistas controlem o pânico e o pessimismo e tenham foco na busca de soluções práticas. Para orientar você nesse processo, apresentamos a seguir alternativas para que as lojas consigam encarar os principais desafios relacionados ao Coronavírus no comércio. Acompanhe.

Prejuízos para lojistas e como lidar com os impactos

Como o Coronavírus está afetando lojistas e de que forma lidar com os impactos nas vendas

Lojas de diversos portes e segmentos têm sofrido com a instabilidade do mercado e com os efeitos colaterais das medidas de isolamento. A partir disso, o Olist fez uma análise do cenário atual e conversou com lojistas parceiros para identificar quais são os desafios enfrentados.

Principais problemas e possíveis soluções para diminuir os impactos na operação de vendas:

  1. Queda de vendas em determinados segmentos

Enquanto a demanda por certos produtos cresce significativamente, há categorias assistindo à queda no faturamento. Montadoras de carros chinesas registraram diminuição de 79% nas vendas de fevereiro. Outro segmento fortemente afetado é o de Turismo. No Brasil, o setor já perdeu R$ 2,2 bilhões na primeira quinzena de março – queda de 16,7% em relação ao ano passado –, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

O estudo Impactos no Varejo – COVID-19, divulgado pelo Google Retail AIT, revela que a busca por determinados itens registrou grande variação nas últimas semanas. Produtos como malas tiveram queda de 24% nas buscas indexadas no Google.

Calçados e secadores de cabelo também estão sendo menos buscados, com baixa de 18%. Isso pode ser decorrente do impacto do Coronavírus no comportamento de consumo da população, de acordo com a pesquisa.

Guia Economia da Quarentena - Queda nas buscas por malas

Como enfrentar esse problema

A principal recomendação para que lojistas de categorias como as que citamos não sejam tão afetados pela pandemia é investir em segmentos que estão em alta. Como a situação do varejo deve levar meses para se normalizar, é importante que as lojas busquem novas oportunidades em meio à crise atual. Nesse sentido, a dica é ficar antenado às oscilações do mercado e às necessidades da população – vale lembrar que isso pode variar de país para país.

Analisando dados internos do Olist e também a pesquisa do Google Retail AIT, percebemos que as categorias que mais têm se destacado positivamente nas últimas semanas são as seguintes:

  • Higiene e limpeza: Itens como álcool em gel, máscaras de proteção, papel higiênico e afins estão atingindo picos de venda desde que o Coronavírus se espalhou pelo mundo. Buscas no Google relacionadas a “álcool” cresceram 369% no Brasil só entre os dias 11 e 16 de março. Por isso, categorias ligadas à saúde, higiene, limpeza e utilidades domésticas são estratégicas para lojistas.
  • Games: Devido à necessidade de isolamento e reclusão, segmentos de entretenimento também cresceram bastante em países como Itália. Lá, a procura por jogos de videogame teve alta de 68% desde o mês de janeiro. Essa é uma tendência que pode vir a ocorrer também no Brasil.
  • Informática e Materiais de escritório: Por conta da necessidade de adequação ao trabalho remoto, muitas pessoas têm comprado itens como notebooks, webcams e cadeiras de escritório. Na Itália, as buscas relacionadas ao segmento cresceram 44% e no Brasil, 7%. Além disso, produtos ligados ao conforto doméstico também tendem a crescer nas próximas semanas, a exemplo de aromatizadores, ventiladores, caixas de som, almofadas etc.
  • Alimentos e Bebidas: Na Alemanha, a pesquisa por produtos relacionados a Alimentos e Bebidas cresceu 26% desde o início do ano. Tal alta reflete as ações drásticas que muitos países europeus têm adotado, como isolamento de áreas de risco e racionamento da venda de certos itens em supermercados.
Guia Economia da Quarentena - Alta nas buscas por álcool
  1. Crise de ruptura de estoque

O impacto no estoque das lojas está entre os principais efeitos negativos gerados pela pandemia de Coronavírus no varejo. Desde que a doença começou a se alastrar pelo mundo, muitos lojistas têm enfrentado crises de ruptura de estoque – ou seja, a falta de produtos disponíveis para o consumo do público.

Isso deve-se a dois grandes fatores. O primeiro deles é a alta nas vendas de determinadas mercadorias. Isso vem gerando rápido esgotamento no estoque de negócios do setor de higiene e saúde, incluindo farmácias.

Guia Economia da Quarentena - Produtos mais buscados no Mercado Livre

Já o segundo fator de impacto é o atraso de fornecedores. Lojas que trabalham com a importação de produtos chineses para revenda estão sofrendo com as incertezas e com a demora da chegada dos itens. Fornecedores diretos e que distribuem componentes – a exemplo de peças para smartphones – também são prejudicados pela instabilidade do mercado.

Como enfrentar esse problema

A consequência desses dois grandes problemas é a falta de produtos nas prateleiras das lojas, sejam elas físicas ou virtuais. Além disso, lojas que anunciam em marketplaces podem ser penalizadas caso efetivamente tenham ruptura de estoque. Nesse cenário, apresentamos três sugestões para que lojistas consigam contornar tais adversidades:

  • Diversificar o leque de fornecedores: Buscar fornecedores diversos e locais, como transportadoras privadas, é um bom caminho para evitar dependência e, com isso, um possível prejuízo nas vendas. Recomendamos também a pausa em importações, já que muitos países estão fechando suas fronteiras.
  • Ter atenção com a operação logística: Até a publicação deste material, os principais operadores logísticos do país, incluindo Correios, adotaram as medidas de proteção necessárias e estavam com as atividades em funcionamento. Porém, não podemos descartar a possibilidade de paralisação de operadores aéreos e terrestres. Por isso, é recomendado pensar em alternativas logísticas para cenários extremos.
  • Evitar oscilações de preços: Com a grande demanda em segmentos específicos, muitos lojistas decidiram elevar preços de certos produtos. Além de ir contra o espírito de solidariedade global, esse tipo de atitude está sendo punida por canais de venda como os marketplaces, como é o caso da Amazon. Por isso, evite ao máximo grandes oscilações de preços em produtos da sua loja.
  1. Diminuição no fluxo de clientes em lojas físicas

Não há dúvidas de que as lojas físicas estão sendo muito afetadas pelos efeitos da pandemia de Coronavírus. Seja pelo fato de a população evitar ao máximo aglomerações ou por restrições do próprio governo, o fato é que o movimento nas ruas caiu consideravelmente. Como consequência, lojistas offline estão vendo as vendas despencarem.

Um levantamento da Associação Comercial de São Paulo indica que as consultas por compras à vista e a prazo caíram 16,3% entre os dois primeiros fins de semana de março. Na região da Rua 25 de Março, conhecida ser uma área de aglomerações, o impacto é ainda maior: as vendas tiveram queda de 60% desde que o Coronavírus chegou ao Brasil, segundo a associação de lojistas da região (UNIVINCO).

Junto a isso, muitas regiões estão adotando medidas emergenciais para evitar a transmissão do Covid-19 entre a população. Esse é o caso de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, que decidiram fechar estabelecimentos que comportem mais que 10 pessoas – com exceção de supermercados, farmácias e lojas que vendam itens de necessidade básica.

Como enfrentar esse problema

Frente a esse cenário de restrições e isolamento, o e-commerce representa a alternativa mais viável para quem depende do varejo para sobreviver. Apesar da pandemia também ter causado queda de 7,7% no setor entre janeiro e fevereiro (informação da Compre & Confie), o comércio online deve ser muito menos afetado do que o offline. Nos Estados Unidos, o relatório McKinsey & Company identificou um crescimento de 25% no varejo online, principalmente em segmentos como supermercados.

Nesse sentido, anunciar na internet permite que lojistas movimentem o estoque e mantenham o relacionamento com clientes. Sendo assim, a recomendação é tentar diversificar ao máximo os canais de venda online. Algumas opções que podem ajudar lojistas fazerem isso gastando pouco são: 

  • Usar as redes sociais: Aproveite o potencial da sua rede de contatos e divulgue as ofertas da sua loja por plataformas como WhatsApp, Instagram, Facebook e Telegram.
  • Anunciar em marketplaces: Sites como Mercado Livre, Americanas.com e Amazon são exemplos de marketplaces e têm alta visibilidade. Qualquer lojista pode vender nesses canais, desde que cumpra com requisitos mínimos. Por isso, investir nessas plataformas é uma boa alternativa. Entenda como o Olist facilita esse processo.
  • Ter uma vitrine virtual: Ter uma vitrine online na qual os clientes encontrem os produtos da sua loja de forma prática e rápida certamente vai contribuir com as vendas. Porém, nem sempre é barato abrir um e-commerce próprio, e, por isso, indicamos que você busque soluções gratuitas de venda, como é o caso do aplicativo Olist Shopssaiba mais aqui.
Guia Economia da Quarentena - Buscas relacionadas a e-commerce

No entanto, é importante reforçarmos que o sucesso no e-commerce depende da adoção de boas práticas de negócio. Entre elas está o capricho no cadastro dos produtos. Se você anuncia em site próprio ou marketplace, é fundamental ter títulos e descrições claros e usar imagens de qualidade, por exemplo. Para saber detalhes, confira nosso material sobre cadastro de produtos e o artigo sobre como atrair mais clientes.

  1. Impactos financeiros devido à alta no dólar

Por ser a referência monetária mundial, as oscilações no valor do dólar afetam diferentes áreas da economia nacional, inclusive o pequeno e médio varejista. Empresas que importam produtos, sejam da China ou de outros países, veem seus orçamentos estourarem no momento de adquirirem novos itens e, inevitavelmente, repassam esse custo para o consumidor final.  

Como enfrentar esse problema

Enquanto as consequências reais da pandemia de Covid-19 não forem conhecidas, o mercado seguirá entre altos e baixos. Entretanto, alguns pontos devem ser ajustados para evitar novas situações.  

  • Redução de custos: Muitos estabelecimentos devem baixar as portas nos próximos dias por determinação dos governos. Com isso, boa parte da operação de vendas deve migrar para o e-commerce, a fim de diminuir a perda de rentabilidade. Custos com energia elétrica e água tendem a diminuir, e o valor economizado deve ficar em caixa para suprir as demais necessidades do negócio. 
  • Buscas por fornecedores nacionais: Caso o portfólio do negócio dependa totalmente de produtos importados, é interessante buscar por fornecedores nacionais de itens similares para garantir a manutenção do estoque. Mas preste atenção: se a empresa depender de insumos importados para fabricar os produtos, os valores com certeza não estarão atrativos e o risco de atraso na entrega é alto.
  • Diversificar produtos: Uma das medidas para diminuir os efeitos da alta do dólar no negócio é ampliar a oferta de produtos. No cenário atual, itens de higiene e limpeza e artigos eletrônicos estão com um alto volume de buscas, segundo pesquisa realizada pela Nielsen, e podem compor o catálogo de produtos da loja por um período determinado, a fim de evitar prejuízos muito danosos.  
  1. Cancelamento de eventos

Um dos setores mais prejudicados pelo Coronavírus foi o de eventos. Como medida de proteção, locais com aglomeração de pessoas foram proibidos, gerando cancelamentos em massa de ações em todos os segmentos.  

No varejo, eventos como APAS Show (setor supermercadista) e Agrishow (setor agrícola) foram adiados sem previsão de novas datas. No e-commerce, o VTEX Day, que seria realizado em maio, teve sua abertura alterada para setembro.

De acordo com a pesquisa eMarketer, realizada nos Estados Unidos, o prejuízo com o cancelamento de eventos no país em decorrência do Covid-19 ultrapassará U$ 500 milhões.

Como enfrentar esse problema

Apesar dos danos, esse é o momento de reavaliar as estratégias e entender se a participação em eventos traz resultados reais para o negócio. Em um momento onde as pessoas encontram-se em casa, trabalhando remotamente e consumindo por meio do e-commerce, levar os eventos presenciais para o ambiente digital é uma alternativa que pode surpreender em resultados.

  • Lives e webinars: podem substituir as convencionais palestras e serem até mais atrativas. Investindo em um cenário e boa captação de imagem, a experiência de consumo daquele conteúdo torna-se personalizada, sem a necessidade de procurar lugar na plateia ou ter a atenção desviada por outras pessoas.  
  1. Colaboradores, clientes ou familiares com suspeita do vírus 

Tossir, espirrar e falar muito próximo ao rosto da outra pessoa – essas são as principais formas pelas quais o vírus do Covid-19 é transmitido de um indivíduo para o outro. Em locais em que a proximidade é inevitável (shoppings, por exemplo), o risco de contaminação é ainda maior.  

E se um dessas pessoas que está tossindo ou espirrando for um colaborador, cliente ou alguém da família? Apesar do fechamento da maior parte dos estabelecimentos comerciais, alguns serviços continuarão operando normalmente, então como proceder em situações como essa? 

O que fazer para ajudá-los

Caso algum colaborador apresente sinais da doença, ele deve ser afastado imediatamente de suas atividades e encaminhado para uma unidade básica de saúde. As pessoas que tiveram contato direto com ele também devem ser colocadas em isolamento para observação. 

Se não há casos assim na sua empresa, os cuidados para evitar o contato com o Covid-19 já são conhecidos:  

  • Cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos são hábitos de higiene básicos para evitar a propagação e devem ser reforçados entre os colaboradores.  
  • Manter distância de um metro e meio das pessoas, principalmente de clientes que apresentem sintomas. Caso isso não seja possível, o uso de luvas, máscaras ou óculos é imprescindível, e o estabelecimento deve fornecer o material.  
  • Áreas comuns devem ser constantemente limpas e, se possível, é indicado dividir os colaboradores em turnos, a fim de evitar aglomerações. 
  • Caso seja possível, optar pelo trabalho remoto. Empresas como Cielo, IBM, Vivo e próprio Olist já adotaram o home office como medida de contenção. 

Ações práticas para PMEs

Ações práticas para PMEs garantirem as vendas em meio ao Coronavírus

No varejo físico, a presença de clientes no estabelecimento é o termômetro da saúde do negócio. Com as restrições de contato impostas e o período de quarentena, lojas, restaurantes e outros serviços sentem a redução no fluxo de pessoas e a queda no faturamento. Nesse cenário, os negócios mais afetados pelas medidas de contingência contra o Coronavírus são as pequenas e médias empresas.  

Segundo o Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo, antes de a pandemia do Covid-19 afetar a economia nacional, somente 11% das micro e pequenas indústrias tinham capital de giro em caixa para atravessar uma situação adversa. Para evitar o enfraquecimento das PMEs e as consequências resultantes disso, o governo federal anunciou um plano de ação para proteger as empresas frente ao avanço da pandemia. São elas: 

  • Isenção do recolhimento do FGTS e do Simples Nacional por três meses
  • Liberação de R$ 24 bilhões para linha de crédito pessoal para auxiliar os trabalhadores autônomos
  • Liberação de R$ 48 bilhões para empresas
  • Auxílio emergencial de R$ 600 para profissionais autônomos, MEIs, trabalhadores com contrato intermitente inativo e informais de baixa renda.

E do lado do empreendedor, o que ele pode fazer para atenuar essas dificuldades? Apresentamos a seguir algumas sugestões de ações para diferentes segmentos de negócio.

Acesse o resumo neste infográfico

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Restaurantes, cafeterias, padarias e bares

Caso os produtos ainda não estejam disponíveis em aplicativos de delivery, o momento é agora. O número de pedidos de comida em domicílio cresceu 73%, segundo dados do aplicativo iFood. É dele também o projeto de destinar R$ 50 milhões para um fundo de assistência aos pequenos estabelecimentos. Além disso, a empresa irá trabalhar com antecipação de recebíveis, liberando R$ 600 milhões em capital de giro na economia.  

Lojas de roupas, calçados e acessórios

Com as recomendações de isolamento social ganhando cada vez mais importância no combate ao vírus, menos clientes irão até as lojas para provar e comprar produtos de moda. O relatório Impactos no Varejo – COVID-19, do Google Retail AIT, aponta como uma das consequências do isolamento a redução de circulação nos shoppings centers, tendo como os principais prejudicados grandes cadeias de varejo fast fashion

No entanto, o período de quarentena faz com que as pessoas passem mais tempo ao celular, principalmente nas redes sociais. Esse é o momento para transformar esses canais em vitrines para os produtos e ampliar a comunicação com o consumidor. Soluções como o Olist Shops auxiliam na criação de um catálogo online, o que torna a visualização dos itens mais atrativa e de fácil compartilhamento. 

Além disso, para manter a carteira de clientes aquecida, você pode utilizar os recursos de “ao vivo”, tanto do Facebook quanto do Instagram, para mostrar os produtos e prestar consultorias. Caso haja interesse pelo produto, envie-o para a casa do cliente por meio dos aplicativos de entrega. 

Salões de beleza e serviços de estética

Esses estabelecimentos atuam em contato direto com as pessoas e a tendência é que o fluxo de clientes caia substancialmente por precaução dos usuários. Para não ter uma redução drástica no faturamento do negócio, invista em relacionamento e trabalhe com pacotes de promoções para depois da quarentena, mas com as primeiras parcelas já para esses dias. Mesclar os serviços oferecidos em diferentes combos pode estimular a compra de mais de um pacote e aumentar os ganhos.  

Para esse segmento é importante lembrar o consumidor de que o isolamento é apenas uma fase e que em breve a rotina voltará ao normal. Por isso, não há motivos para deixar de planejar os momentos de cuidados pessoais.  

Lavanderias, academias e outros serviços especializados

Assim como os salões de beleza, esses segmentos também sofrem com a falta de clientes. Cidades como Maringá (PR) decretaram o fechamento total do comércio, mantendo aberto apenas os serviços básicos. No caso das lavanderias, ofereça aos clientes serviços de “leva e traz” para a coleta e devolução das roupas. Academias, estúdios de pilates e outros centros fitness podem marcar aulas por videoconferência com os alunos por um valor menor, por exemplo. 

Produtoras de eventos, salões de festas e afins

Com a proibição da realização de festas e reuniões, muitos empreendedores desse setor estão temerosos quanto à manutenção dos negócios. Por ora, o cancelamento é a atitude mais praticada pelo consumidor e não há como impedi-lo disso.  

Porém, uma alternativa para manter o contrato e postergar a realização do evento é conceder descontos ou oferecer novos serviços sem custo adicional. Em uma festa de aniversário, por exemplo, é possível cobrar 10% a menos no aluguel do salão, assim como disponibilizar um número maior de lembrancinhas sem custo extra.  

Conhecendo o negócio e sabendo qual ponto onera menos o orçamento, fica fácil optar por uma das alternativas e negociar com o cliente a permanência do serviço. 

Como clientes podem contribuir no combate aos efeitos do Coronavírus no varejo

A expansão do Coronavírus no Brasil está impactando o varejo e, principalmente, micro e pequenos lojistas que dependem do comércio para garantir a renda. Nesse contexto, há duas ações primordiais que consumidores devem tomar para ajudar a combater tal cenário de instabilidade e contribuir com o espírito de solidariedade.

A primeira delas é comprar de pequenos lojistas e de empresas locais. Ao fazer isso, você apoia PMEs e empreendedores autônomos da sua região, que estão sendo muito mais impactados do que grandes marcas. Ter empatia com esses profissionais é o primeiro passo para fortalecermos o comércio e a economia do país.

Já a segunda ação é comprar apenas produtos realmente necessários ou adquirir vale-compras. Por conta das incertezas relacionadas à epidemia, muitas pessoas estão estocando em casa mantimentos e produtos de higiene. Como consequência, certos itens estão em falta no mercado, e isso afeta especialmente quem está nos grupos de risco de contaminação, como idosos.

Como o olist
está combatendo
o Covid-19

De que forma o Olist está lidando com os efeitos da pandemia

A missão do Olist é fortalecer o comércio no mundo e empoderar micro, pequenos e médios lojistas. E para garantir o bem-estar de nossos funcionários e clientes, colocamos em prática algumas ações emergenciais. Decidimos compartilhá-las a seguir como forma de manter nossos parceiros atualizados e, ao mesmo tempo, inspirar outras empresas no combate ao Coronavírus.

Suporte integral aos lojistas parceiros

A instabilidade do mercado e os impactos do Coronavírus no varejo estão gerando receio e até pânico em muitos empresários. Por isso, o Olist vem trabalhando intensamente para frear os impactos da pandemia na operação das lojas parceiras. Estamos usando nossa comunicação para reforçar a importância dos cuidados básicos no combate à contaminação, alertar lojistas sobre a necessidade de ter estoque adequado e compartilhar dicas de como diminuir o impacto nas vendas.

Junto a isso, nossa equipe de atendimento ao cliente está em contato com os parceiros para entender a fundo quais são os principais desafios operacionais. A partir disso, estamos mapeando uma série de ações para colocar em prática nos próximos dias, incluindo a possibilidade de expandirmos nosso prazo de operação.

Desenvolvimento da ferramenta Olist Shops

Recentemente desenvolvemos o Olist Shops, um aplicativo para que pequenas lojas anunciem produtos na internet sem pagar absolutamente nada. O sistema funciona como uma vitrine virtual que pode ser compartilhada por WhatsApp e redes sociais em poucos minutos. O lojista só precisa cadastrar o primeiro produto, adicionar as fotos e criar um nome para sua loja virtual. Com isso, já está apto a divulgar seu portfólio com os clientes de maneira fácil, prática e gratuita.

Em um contexto de queda nas vendas do varejo físico, vemos o Olist Shops como uma ferramenta muito eficaz para que as lojas offline ganhem fôlego para manter os negócios em funcionamento. Saiba mais sobre o aplicativo clicando no botão abaixo:

Implementação do trabalho remoto para todas as áreas

Desde 18 de março de 2020, todos os funcionários do Olist estão trabalhando remotamente. Até então, apenas o time de Tecnologia atuava no modelo home office. Com isso, reduzimos a exposição da nossa equipe (e de seus familiares) a uma possível contaminação pelo vírus Covid-19 e garantimos que a operação da empresa continue 100% em funcionamento.

Como nem todas as pessoas têm em casa a estrutura ideal de trabalho, o Olist vai fornecer uma ajuda de custo mensal para cada funcionário até que a situação se normalize. A proposta é que o benefício seja usado para a estruturação de um local de trabalho confortável e para o pagamento de despesas com internet e energia elétrica, por exemplo.

Criação de um checklist de ações emergenciais para lojistas 

Por fim, preparamos um checklist para que lojistas consigam se adaptar o mais rápido possível aos efeitos do Coronavírus no varejo. No material, sugerimos ações básicas voltadas a diversas frentes, incluindo cuidados para evitar a contaminação em ambiente de trabalho, adequação de estoque, atenção com logística e muito mais. Para acessar o checklist, basta clicar no botão abaixo e fazer uma cópia do arquivo:

Redução da taxa de adesão para novos lojistas

Neste momento de tensão para o varejo físico, entendemos que o comércio pela internet é uma alternativa eficaz para que lojistas offline não tenham as vendas totalmente prejudicadas. Por isso, a partir de agora os novos lojistas do Olist têm isenção na nossa taxa de adesão, que é de R$ 450. Essa ação vale, a princípio, para os próximos 30 dias e permite que microempresas ganhem fôlego para manter as atividades em funcionamento.

Unido, o varejo conseguirá enfrentar a Economia da Quarentena

“Queremos realmente ajudar o micro e pequeno negócio a superar o impacto do Coronavírus. Neste momento, orgulho e esperança são as palavras que definem. Sabemos que muitas empresas vão passar ou já estão passando por momentos difíceis, mas se depender do Olist vamos superar o Covid-19 e sair dessa ainda mais fortes!” – Tiago Dalvi, fundador e CEO do Olist.

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