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Falência de empresa: dúvidas comuns e erros que podem quebrar uma loja física


Falência de empresa: dúvidas comuns e erros que podem quebrar uma loja física

Como uma loja física quebra? Bom, essa pergunta não é fácil de ser respondida. A falência de uma empresa é consequência de inúmeros fatores, desde falhas de gestão até questões econômicas do país. A certeza, porém, é que esse problema tem feito parte da rotina dos lojistas brasileiros. Entre 2013 e 2016, o país assistiu ao fechamento de 341,6 mil empresas – 76,8% delas voltadas ao comércio. 

Mas esse cenário felizmente está mudando. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram uma leve recuperação do varejo. Ao longo de 2018, foram criadas mais de 8 mil novas lojas no Brasil e abertas 71,6 mil vagas formais de trabalho. Já para 2019, a expectativa é que o número de novos estabelecimentos chegue a 23,3 mil.

De qualquer forma, é importante que os lojistas fiquem atentos à gestão dos negócios. E para ajudar você nesse processo, preparamos este post especial focado em falência de empresas. A seguir, você encontra respostas para as dúvidas mais comuns sobre o tema e confere os principais motivos que fazem uma loja física quebrar. Continue a leitura e saiba tudo sobre o assunto!

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Dúvidas comuns sobre falência de empresas

1. O que é declaração de falência e recuperação judicial?

Imagine um lojista que, devido a falhas na gestão, não está consegue arcar com as despesas da empresa. Além de não pagar em dia o salário dos funcionários, esse empresário não tem como quitar as dívidas com fornecedores e muito menos pagar os impostos devidos ao governo.

Ou seja, esse lojista já não consegue manter a operação da loja funcionando. Por isso, ele deve ir ao Judiciário pedir recuperação judicial (antes chamada de concordata), medida que tem o objetivo de ajudar a empresa a sair do vermelho. Após um juiz confirmar que a empresa realmente passa por dificuldades, o empresário recebe um prazo para regularizar a situação financeira e negociar com fornecedores.

Se ele conseguir colocar as contas no azul, a empresa volta a operar normalmente. Entretanto, se a recuperação judicial não funcionar e a empresa acumular mais dívidas do que ativos, inicia-se o processo de falência – o pedido pode ser feito por credores, por um juiz ou pelo próprio empresário, por exemplo. 

Nessa fase, todos os bens da loja (desde equipamentos até produtos em estoque) são apreendidos e colocados à venda por meio de leilão. O dinheiro arrecadado é, então, utilizado para quitar as dívidas da empresa. Usa-se geralmente a seguinte ordem de prioridade para os pagamentos: direitos trabalhistas dos funcionários, impostos e fornecedores.

2. Se a empresa falir, os bens do proprietário podem ser confiscados?

Não. Apenas os bens jurídicos (ou seja, da empresa) são confiscados. A única exceção é se a Justiça descobrir que houve irregularidades na administração dos negócios – nesse caso, o proprietário pode até ser preso.

3. Empresa falida tem que pagar dívidas e arcar com direitos trabalhistas?

Sim. Como comentamos na primeira pergunta, a venda dos bens confiscados tem o intuito de justamente pagar as dívidas da empresa. Nesse processo, a prioridade é sempre em relação aos salários e direitos trabalhistas dos funcionários. O pagamento só não vai ocorrer caso a venda dos ativos da empresa não seja suficiente para quitar as dívidas. 

4. “Minha empresa faliu, e agora?” Como recomeçar?

Apesar de ser uma experiência dolorosa e frustrante, a falência nos negócios não deve ser encarada como um bicho de sete cabeças. O fato é que quem empreende está sujeito a isso. No entanto, muitas pessoas deixam de investir no próprio negócio por traumas e medo de falir. Agora imagine se todos os grandes empreendedores do mundo deixassem de seguir seus sonhos pelo simples receio de falhar…

Portanto, se você já teve uma empresa que faliu, tente tirar o máximo de aprendizado dessa experiência. Identifique quais foram os erros cometidos – falta de planejamento, falha na escolha do segmento, descontrole financeiro etc. – e avalie quais ações poderiam ter evitado esse tipo de situação. E caso você deseje empreender novamente, tenha planejamento e pesquise muito o mercado.

Agora que você já sabe as respostas para as principais dúvidas sobre o tema, descubra quais são os erros mais perigosos para lojas físicas!

Quais são os erros que podem quebrar uma loja física?

Problemas na gestão do mix de produtos e estoque

Em qualquer loja, certos produtos têm mais giro do que outros, e isso todo lojista sabe. O desafio, porém, é prever quais mercadorias terão esse melhor desempenho. Em geral, a tática mais utilizada pelos lojistas é usar a intuição para montar o catálogo da loja física e colocar os itens nas prateleiras para testar as escolhas. 

O problema dessa estratégia é que, na maioria das vezes, é difícil acompanhar de perto o desempenho de vendas de cada produto. Com isso, os lojistas não enxergam com clareza quando estão perdendo dinheiro e espaço físico da loja com mercadorias de baixa demanda.

Você já se perguntou, por exemplo, quantas vezes já precisou fazer queimas de estoque – que reduzem a margem de lucro – para se livrar de itens que não tiveram saída? Coloque os custos na ponta do lápis e entenda o impacto financeiro que escolhas equivocadas já causaram à sua loja. Esse é o tipo de problema que, se não for resolvido, pode gerar um rombo nas finanças e resultar na falência da empresa.

Custos inesperados

Você que tem loja física provavelmente já conta com custos fixos mensais como aluguel, salários dos funcionários e gastos com segurança, por exemplo. Mas você consegue reservar todos os meses uma quantia de dinheiro para eventuais emergências? 

Essas despesas podem vir no formato de reparos na estrutura e equipamentos da loja, troca de mercadorias danificadas ou extraviadas, multas ou novas exigências do governo… Enfim, as possibilidades são inúmeras. O ponto é que essas despesas extras podem prejudicar fortemente os negócios, caso a loja não tenha uma reserva de emergência.

Imprevisibilidade de vendas

Um dos maiores riscos de abrir loja física é ficar vulnerável a mudanças imprevisíveis, por mais pequenas que elas pareçam. No longo prazo, esses fatores podem ser extremamente prejudiciais para a loja. Uma semana pode ser ruim para os negócios devido ao mau tempo ou greve no transporte municipal, por exemplo. 

Ou então o fluxo da sua loja pode ser afetado caso um concorrente abra um negócio bem no seu bairro. Às vezes o problema acontece pelo simples azar de a prefeitura alterar o sentido da rua do seu estabelecimento. 

Dependência de um único canal de venda

Diversos fatores podem impactar a performance de vendas de uma loja física. Isso vale para qualquer outro canal de venda, já que todos eles estão sujeitos às mudanças de mercado. Por isso, depender de apenas um modelo de negócios é bastante perigoso para os lojistas. Imagine perder sua única fonte de renda – terrível, não? 

Nesse contexto, a dica é investir na diversificação de canais. Ao exibir seus produtos em mais de uma vitrine – seja ela física ou digital –, você amplia as chances de venda. Descubra como diversificar os canais de venda.

Fique fora das estatísticas de empresas falidas

Como você viu neste artigo, inúmeros fatores podem provocar a falência de uma empresa. No entanto, grande parte dos problemas diz respeito a falhas de planejamento e de gestão dos negócios. Por isso, fazer pesquisas de mercado aprofundadas, adotar estratégias adequadas e fazer um acompanhamento constante dos resultados são ações fundamentais para o sucesso da loja. Com isso em vista, certamente você ficará fora das estatísticas de falência entre empresas.

Já que você chegou até aqui, confira também por que crescer na internet é mais fácil do que no varejo físico!

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