O que é greenwashing? Entenda por que você deve evitar na sua marca!

A sustentabilidade é uma pauta presente na rotina dos consumidores de todo o mundo. As questões sociais e ambientais preocupam muitas pessoas e empresas, que procuram estabelecer processos ou comercializar produtos ecologicamente corretos para agradar o público.

Acontece que nem tudo o que parece ser sustentável realmente é. Muitas companhias se preocupam mais em construir a imagem de ecologicamente corretas do que em adotar medidas que realmente diminuam os danos causados ao planeta. Essa prática é conhecida como greenwashing e pode ser muito prejudicial para o negócio.

Neste post, você vai entender o que é greenwashing, quais são as empresas que já tiveram prejuízos por conta disso e como evitá-lo nas operações. Acompanhe!


O que é greenwashing?

O termo em inglês pode ser traduzido como “lavagem verde” e caracteriza a ação de promover campanhas de marketing, discursos, promoções e ações ecológicas sem, de fato, abraçar a causa. O greenwashing é como uma publicidade enganosa e pode ser cometido por empresas, ONGs, políticos e até pessoas físicas.

Isso acontece porque a sustentabilidade está em alta e é cada vez mais cobrada pelos consumidores. Uma pesquisa do Union + Webster aponta que 87% dos brasileiros prefere comprar de empresas sustentáveis e que 70% não se importam em pagar um adicional por isso.

Diante desse cenário, cresce o número de empresas divulgando produtos e serviços ecologicamente corretos — algumas delas estão realmente preocupadas com o impacto de suas ações no planeta, enquanto outras estão cometendo o greenwashing.

Existem empresas que fazem isso?

Sim, existem empresas que cometem greenwashing, tanto no Brasil quanto em outros países. As principais ações incluem mudanças no nome, na logomarca, no slogan e nas embalagens, para fazer com que pareçam mais ecológicos.

Embalagens verdes e em tons de marrom, ilustrações de folhas e animais e selos ecológicos podem indicar que um item é sustentável, mas também são elementos comumente usados para fazer com que aquele item pareça ser o que não é. Geralmente, os produtos enganosos não trazem informações aprofundadas em rótulos ou embalagens.

Confira outras práticas comuns de organizações que cometem o greenwashing:

  • Distração dos consumidores com artes emotivas, mas que não trazem informações concretas.
  • Uso de termos e dados muito complexos, que não são entendidos pelo público geral.
  • Informação de que não são usados certos químicos na composição, quando, na verdade, essas substâncias já são proibidas pelos órgãos competentes.
  • Afirmação de fatos e dados que não podem ser realmente provados.

A Volkswagen é um dos principais exemplos de greenwashing no mundo. Em 2015, a montadora se envolveu em um escândalo de falsificação de resultados de emissões de poluentes, ao usar um programa de computador em mais de 11 milhões de veículos para burlar as inspeções.

A Nestlé é outra grande empresa que já se envolveu nesse tipo de escândalo. A marca foi acusada de desmatamento no oeste africano e de usar cacau produzido por trabalho infantil e escravo. No entanto, divulgava que produzia chocolates a partir de matéria-prima sustentável.

Exemplos de empresas que cometeram essa prática no Brasil

No Brasil, empresas como a FIAT, General Motors e Ford já foram condenadas por greenwashing. A FIAT divulgava o Pneu Superverde como um produto de tecnologia sustentável, que garantia o baixo consumo de combustível, contribuindo para a preservação do meio ambiente. No entanto, a fabricação desse tipo de componente envolve fatores que descaracterizam o título de “verde”.

Já a General Motors foi denunciada pelo anúncio do “Chevrolet Eco”, que dava a entender que se tratava de um veículo ecológico. Entretanto, segundo a montadora, o “eco” se referia a economia, e não a ecologia. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) ordenou que todas as comunicações nesse sentido fossem retiradas dos anúncios.

A Ford, por sua vez, foi denunciada pelo sistema batizado de Ecoboost, que insinuava que o veículo tinha baixa emissão de gás carbônico. A informação era falsa, e um dos veículos equipados com o sistema tinha baixa classificação no programa brasileiro que mede a eficiência energética de produtos.

Como evitar o greenwashing?

A melhor estratégia para isso é a transparência. O empresário deve, de fato, adotar medidas ecológicas e reformular processos para que o negócio seja considerado sustentável e, assim, possa ser anunciado como tal.

Confira, abaixo, algumas ações que podem ser iniciadas pelas empresas para evitar essa falha.

Ter processos sustentáveis

Há diversas formas de uma organização tornar os processos que desenvolve mais sustentáveis. Uma ideia bastante difundida é a de produção da própria energia, o que pode ser feito com a aquisição de um sistema de energia solar.

Outras ações, como o reaproveitamento de água da chuva, diminuição do desperdício e reciclagem de resíduos, também ajudam a diminuir o impacto causado pela produção no meio ambiente.

Investir em selos e certificações ambientais

O Brasil conta com uma série de selos e certificações que comprovam que uma empresa tem práticas sustentáveis. O mercado de certificações está em evolução, e é importante que o empreendedor conheça as possibilidades para entender quais se aplicam melhor a cada nicho.

Cada selo exige diferentes mudanças e adaptações nos processos da empresa, que vão desde ações simples, como o uso de energia limpa, até ações sociais.

Escolher os fornecedores com cuidado

Empresas que compram de fornecedores sustentáveis se tornam, automaticamente, mais ecológicas. Uma loja de roupas, por exemplo, pode dar preferência à compra de tecidos feitos com materiais reciclados ou fibras biodegradáveis.

Para isso, é vital conhecer bem as empresas com as quais o negócio se relaciona e procurar saber dos fornecedores se eles têm os selos e certificações citados acima.

Por que fugir do greenwashing?

A prática do greenwashing é um grande erro e representa a falta de sensibilidade de uma empresa com relação ao cliente e ao meio ambiente. Isso pode trazer prejuízos tanto financeiros quanto em relação à imagem perante o consumidor. Por isso, é recomendado que o empresário esteja sempre atento a todas as formas de comunicação com o público — propaganda, embalagens, discursos etc. — e aos processos internos da operação.

Além desses prejuízos, o CONAR também vem adotando medidas para combater o greenwashing e evitar que o público seja enganado. O órgão proibiu que as marcas divulguem características de sustentabilidade sem comprovar tais qualidades. E ainda determina que os impactos ambientais positivos devem considerar todo o ciclo de vida do produto em questão.

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