Cross-docking e dropshipping: o que é, vantagens e desvantagens!


Cross-docking e dropshipping: o que é, vantagens e desvantagens!
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Cross-docking e dropshipping: o que é, vantagens e desvantagens!

Se você está começando uma operação de e-commerce, uma das primeiras decisões a serem tomadas é sobre o modelo de estoque adotado no negócio. E para definir isso, é fundamental compreender o que é cross-docking e dropshipping, bem como identificar as vantagens e desvantagens de cada modelo.

Os dois modelos estão entre os mais utilizados no e-commerce, principalmente em negócios que não possuem capital e/ou espaço físico para comportar um estoque amplo. Apesar disso os dois sistemas exigem um controle rígido da operação, de modo a não prejudicar a experiência de compra do consumidor final.

Confira a explicação do conceito e as vantagens e desvantagens de cada sistema nesse post!

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O que é cross-docking? 

Cross-docking ou crossdocking é o sistema de distribuição sem estocagem prévia de mercadorias. A loja só recebe o produto do fornecedor assim que concretiza uma venda. Uma vez recebido o item, é feito o packing (embalagem) e a postagem para o consumidor final.

Esse modelo tem como objetivo reduzir o tempo de estocagem e o volume de armazenamento, agilizando o fluxo entre o fornecedor e o fabricante. 

Vantagens e desvantagens do cross-docking

A operação no modelo de cross-docking traz algumas vantagens na operação de uma loja virtual, listada abaixo:

  • Menor exigência de fluxo de caixa: como não é preciso investir previamente em um estoque amplo, o desembolso inicial do negócio é significativamente menor.
  • Operação em espaço físico reduzido: como não é preciso manter um armazém de grandes proporções, o espaço físico exigido pelo negócio é menor.
  • Maior versatilidade no portfólio: como a loja não precisa manter todos os produtos do portfólio dentro do estoque, é possível ampliar o leque de produtos à venda, bem como suspender ou introduzir a venda de novos itens rapidamente.

No contraponto, também existem algumas desvantagens que não podem ser ignoradas:

  • Forte dependência de fornecedores: ao operar sem um estoque profundo, a loja amplia a dependência dos fornecedores para garantir envios no prazo e uma boa qualidade dos produtos. Isso pode ser um problema para assegurar entregas rápidas ou durante as sazonalidades.
  • Maior risco de escassez ou ruptura: caso o fornecedor tenha algum problema na oferta, a loja terá dificuldades em garantir a disponibilidade dos produtos. Com isso pode haver um aumento na ruptura de estoque, resultando em menos conversões.
  • Alta sensibilidade a variações de preços: como a frequência de compras do fornecedor aumenta, a loja fica mais sensível a possíveis flutuações no preço, o que pode encarecer o produto repentinamente. Também há um poder de barganha reduzido junto aos fornecedores. 

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O que é dropshipping?
 

Dropshipping ou Drop shipping é um sistema de venda de produtos sem estocagem prévia ou momentânea de mercadorias na loja. O vendedor recebe os pedidos (vendas) e os repassa ao fornecedor, que realiza a separação e postagem do item diretamente para consumidor final.

Nesse modelo a loja não participa do fluxo logístico do produto. O lucro é obtido por meio da diferença de preço que a loja pagou ao fornecedor e aquele que foi cobrado do cliente. 

Vantagens e desvantagens do dropshipping

Assim como o cross-docking, realizar vendas por meio do dropshipping também tem prós e contras para o lojista: 

  • Menos gastos operacionais: a venda no modelo de dropshipping exige um baixo investimento inicial, já que não é preciso adquirir os produtos nem estruturar uma operação logística. A despesa com mão de obra e manutenção de estoque também é muito menor comparada a outros modelos.
  • Operação em espaço mínimo: como não é preciso ter um estoque ou armazém próprio, a loja pode funcionar em um espaço mínimo, apenas para tarefas como faturamento, suporte ao cliente e gestão das vendas.
  • Escalabilidade: como a responsabilidade de oferta e envio é do fornecedor, a loja pode escalar as vendas rapidamente e sem enfrentar pressão no fluxo de caixa. Basta que a plataforma na qual as vendas foram concretizadas seja capaz de comportar o aumento nos acessos e no volume de pagamentos.

Apesar dos benefícios do dropshipping, também é importante compreender as limitações desse modelo: 

  • Concorrência intensa: ao operar no modelo de dropshipping você provavelmente irá oferecer produtos que já são vendidos por outros lojistas que também atuam desta maneira. Isso torna a concorrência mais acirrada, dificultando o posicionamento da marca e pressionando os preços de venda.
  • Lucro reduzido: como consequência da alta concorrência, o dropshipping tem margens de lucro mais baixas. Isso exige que a loja venda grandes quantidades de itens ou ofereça um amplo portfólio de produtos para ser rentável.
  • Falta de controle sobre experiência do cliente: como toda a operação de separação e envio é feita pelo fornecedor, a loja não tem controle sobre a pontualidade nos envios e nem sobre tarefas como o packing. Em caso de problemas, isso vai prejudicar a reputação da loja que fez a venda, e não do fornecedor.

Cross-docking e dropshipping nos marketplaces 

Apenas recapitulando, os conceitos de cross-docking e dropshipping podem ser resumidos na imagem abaixo:

Se você pensa em utilizar qualquer um desses modelos para vender em marketplaces, é necessário realizar uma análise crítica e detalhada.

Um dos pilares para o sucesso dentro das grandes redes varejistas é a performance operacional.

Atrasos em excesso ou trocas e devoluções constantes podem prejudicar a reputação da sua loja nos canais, podendo resultar na suspensão ou bloqueio da loja.

Além disso, um prazo curto de envio contribui favoravelmente para as conversões em vendas.

Por esse motivo, o ideal é sempre contar com um bom volume de produtos em estoque próprio. Assim é possível controlar toda a operação, com maior poder de customização.

Mas se ainda assim você deseja apostar nesses modelos, é fundamental pesquisar alguns aspectos:

  • canvas olistCapacidade de entrega do fornecedor: identifique qual é a capacidade de atendimento do fornecedor. Se você vender 100 peças de um determinado item em um dia, ele conseguirá disponibilizar todos os produtos em tempo ágil?
  • Qualidade dos itens vendidos: como a loja não terá os itens em mãos, não é possível controlar individualmente a qualidade das embalagens e dos produtos enviados aos consumidores. O fornecedor precisa garantir um padrão e uma qualidade mínimos, para evitar frustrações ao cliente final.
  • Política de trocas e devoluções: se o cliente desistir da compra ou decidir trocar o produto, como isso será resolvido junto ao fornecedor? Sua loja deve garantir o melhor atendimento possível ao consumidor, sem que isso traga prejuízos para a loja.

Se possível, o ideal é fazer algumas compras-teste, bem como uma auditoria junto ao fornecedor para identificar como está estruturada a operação.

O fluxo de vendas também deve começar lentamente, sendo ampliado na medida em que o fornecedor de mercadorias prove que tem qualidade. 

Conclusão: eficiência operacional é a base do sucesso

A operação de vendas no varejo deve seguir um objetivo único: atender o consumidor com qualidade. Dentro dos marketplaces isso se torna ainda mais importante.

Independente do modelo de estoque escolhido, a loja virtual precisa ter condições de cumprir esse objetivo sem perder rentabilidade.

Para que isso funcione efetivamente dentro dos modelos de crossdocking ou dropshipping, um bom controle operacional é essencial.

Monitore todas as vendas, esteja em contato constante com os fornecedores parceiros e faça ajustes sempre que possível.

Deste modo é possível expandir as receitas do negócio e construir uma reputação de forma sustentável e escalável. 


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