D2C: O que é o conceito e as tendências para 2021

 


Você sabe o que é D2C?

Em inglês, D2C é a sigla para direct to consumer. Em bom português, direto ao consumidor ou à consumidora. Alguns lugares também usam a variação DTC para dizer a mesma coisa.

O modelo corresponde a negócios como indústrias, franquias, distribuidoras ou importadoras que fazem venda direta a quem consome o produto ou serviço, sem contar com intermediários na cadeia de distribuição.

O que é D2C: conceito e dicas para vender online

Se quiser se aprofundar um pouco mais sobre o que é D2C e, de quebra, entender quais são as vantagens do modelo de venda direta, aperte o play acima e ouça a explicação 👆

Depois, continue a leitura para descobrir quais são as últimas tendências do modelo de negócios para quem quer ser um sucesso nos canais digitais!

D2C: uma onda das grandes

Não tem mais volta. Estamos surfando a onda da transformação digital há alguns anos e o D2C está aí para provar. Quem ainda não tinha entrado na água sentiu o empurrão violento vindo de 2020. Era o incentivo que faltava para que todo mundo, pelo menos, molhasse os pezinhos.

O mercado direct to consumer vem apresentando crescimento constante nos últimos tempos. Para 2021, a projeção é de alta de 19,2%.

Ainda que muitas pessoas tenham recém sentido a temperatura da água, há as que exibem suas roupas de borracha e pranchas profissionais, dando show em ondas maiores.

É com base no que esse pessoal mais experiente tem feito que separamos estas 8 tendências D2C para 2021.

 

Tendências D2C para ficar de olho em 2021

Se você já se arrisca a ficar em pé na prancha, sabe que o sucesso do surfe depende de uma série de questões. Nas vendas online, o cenário é parecido. Para que aconteçam, você precisa de habilidades e ferramentas que deem mais fluidez ao processo.

Uma das skills mais relevantes para quem atua ou quer atuar no modelo direct to consumer é a informação. 

Para não ficar para trás, aqui estão 8 tendências D2C para acompanhar mais de perto.

Se fizerem sentido para o seu negócio, não perca tempo! Trace um plano de ação, envolva a equipe e dê a primeira braçada rumo à onda que vem logo ali.

1. Marketplaces de nicho

Muita gente já ouviu o famoso “você não é todo mundo” de alguém da família. Embora a gente faça parte do todo, somos indivíduos únicos, com necessidades e expectativas distintas.

Se você trabalha com produtos nichados, tem uma boa oportunidade de usar a diferenciação a seu favor.

Uma das principais tendências D2C para os próximos anos é focar em marketplaces de nicho. Em outras palavras, diversificar o portfólio para ampliar o alcance e posicionar a marca como referência.

MadeiraMadeira é um bom exemplo. Se destaca por oferecer às pessoas uma ampla gama de produtos para o lar, incluindo uma linha exclusiva.

2. Atenção às lojas-alvo

Saber quais são seus pontos de venda prioritários é importantíssimo para entender quais lojas apresentam maior retorno sobre o investimento, consequentemente justificando atenção redobrada.

Imagine que entre os meses de maio e setembro de 2020, o número de consumidores que compraram em uma loja onde nunca tinham comprado antes cresceu de 39% para 45% – alta de 6% em apenas 4 meses. Estamos falando sobre lojas físicas. Imagine como isso pode movimentar o online!

Se você já vende na internet, identifique os canais campeões de venda ou aqueles que apresentam maior potencial em comparação com outros. Depois, dedique mais tempo para pensar a estratégia para estes canais e conhecer seus públicos com mais profundidade.

Lembre-se que estamos falando sobre o mercado D2C. Portanto, faça os ajustes necessários para que os clientes estejam satisfeitos em todas as etapas da jornada.

3. Parcerias de impacto


Não somos especialistas em esportes aquáticos, mas como comentamos no início do texto, surfar uma boa onda depende de uma série de fatores. Depende das habilidades da pessoa que surfa, mas também das condições climáticas e dos equipamentos utilizados.

Vendas D2C seguem a mesma ideia. Você não precisa de muitas parcerias. Você precisa das parcerias certas. Aproveitando a analogia com o surfe, você precisa de pranchas, roupas e acessórios adequados para o seu objetivo no mar.

Pergunte-se sempre:

  • De que forma esta parceria/ferramenta/plataforma vai agregar à minha operação como um todo? Ela vai me aproximar do meu objetivo?
  • Quais são as tarefas indispensáveis que não posso ou não tenho interesse em assumir, mas que outra empresa faz muito bem?
  • Como esta parceria poderia influenciar positivamente no negócio e na satisfação de clientes?

Preste atenção ao know-how, analise resultados de quem já é cliente e observe como os seus princípios se conectam. Parceria boa é aquela que gera resultados positivos para todas as frentes. Pense nisso!

4. Foco na experiência

Essa é uma das tendências D2C que não é (ou, pelo menos, não deveria ser) novidade para ninguém. A experiência de consumo assume papel cada vez maior em todos os campos de atuação.

Neste caso, a palavra mágica é “omnichannel”. O desafio? Fazer com que a experiência em todos os canais de vendas, físicos e digitais, seja a mais agradável possível e que os pontos conversem entre si.

Note que a entrega de uma experiência de consumo significativa não está restrita ao momento da compra. Ao contrário, deve permear toda a jornada – do primeiro sinal de interesse ao pós-venda.

Soluções tecnológicas representam oportunidades contínuas para fabricantes de grandes e pequenos portes. Um bom exemplo é a estratégia de antecipar a falta de um produto de compra recorrente. Segundo a Nielsen, a assinatura de compras online já é realidade para 4 entre 10 consumidores globais e está na lista de desejos de 36% até 2022.

Sempre que puder facilitar a vida de quem compra, vá em frente!

5. Métodos de pagamento

Foi-se o tempo dos cheques pré-datados, das vendas fiadas e das idas ao banco para pagar as contas. O pagamento precisa ser a etapa mais prática de toda a operação online. Demore muito para processar uma operação e o abandono de carrinho é certo.

É imprescindível que métodos de pagamento online acompanhem o amadurecimento do digital user e a aceleração do mercado. No D2C, a tendência é gerar fluidez, eliminar atritos e simplificar o processo.

É claro que, além dos pagamentos facilitados, a segurança é premissa básica, seja qual for o método escolhido para fechar negócio. Pesquisas apontam que 26% das pessoas defendem medidas de segurança e experiência do usuário no check-out como incentivadores do consumo D2C.

6. Humanização do varejo

Para tornar o comércio mais humano, é necessário olhar para as pessoas – e não estamos só falando de hard skills. Uma das mais fortes tendências D2C é investir na habilidade emocional da equipe.

Observe as mudanças significativas dos últimos anos no quesito liderança. Pode ser interessante avaliar a lista de empresas premiadas em rankings que reconhecem boas práticas nesse sentido. O Great Place to Work pode ser um ponto de partida interessante.

O próprio LinkedIn traz insights valiosos, quase em tempo real nas respectivas timelines, sobre práticas culturais e clima organizacional. Quais nomes que você admira estão listados? O que é feito lá que poderia servir de inspiração para o seu negócio?

Falando de varejo e marketplace, não é de hoje que o Magazine Luiza vem se destacando com um marketing mais humanizado.

A satisfação de consumidores e consumidoras começa na satisfação de quem representa a marca que consomem. Ou seja, em quem trabalha para você. Portanto, invista nas suas pessoas!

7. Pensamento data-informed

Falar sobre vendas D2C também é sinônimo de olhar para dados. Sem eles, as chances de tomar decisões estratégicas com base no “achismo” é quase um clichê – que precisa ser evitado a qualquer custo.

Porém, atenção!

Use os números como aliados para decidir estrategicamente e não para simples controle. Entenda que informações eles revelam para uma gestão mais eficiente. 

O entendimento das métricas combinado com a visão de mercado permite calcular com mais propriedade o custo-benefício de uma negociação, por exemplo. 

Ser data-informed é analisar os dados da operação para obter respostas confiáveis sobre o melhor caminho a seguir para o atingimento do objetivo traçado.


8. Fulfillment

Para vender mais e melhor em 2021, preste atenção especial à sua estratégia de distribuição

No modelo D2C, você deve estar presente quando seu público precisar. Portanto, use e abuse de inteligência logística para fazer com que seus produtos estejam nos lugares certos, na hora certa.

É bem provável que a necessidade de consumo em casa continue em 2021. Para vencer no online, otimize a distribuição de produtos, diminua o tempo de entrega e garanta disponibilidade de estoque para as categorias mais procuradas.

Um fulfillment bem executado garante pontualidade nas entregas e evita problemas durante o frete. Caso contrário, afeta diretamente os custos e a reputação da loja virtual.

Aproveite o D2C para o seu negócio

Para aproveitar a onda D2C sem levar um caldo, além de acompanhar as tendências e aplicar aquelas que fizerem sentido para o seu negócio, o segredo é planejar-se para o pós-pandemia.

Consumidores que passaram a comprar online, se tiveram uma boa experiência, continuarão comprando. Pelo menos por um tempo, as pessoas estarão mais preocupadas com saúde e higiene do que antes – o que nos dá uma poderosa carta na manga para o comércio virtual.

Para quem já trabalha com vendas online, elimine o atrito onde puder. Utilize a experiência a seu favor para elaborar estratégias voltadas ao público omnicanal.

Se você ainda atua puramente no varejo físico, nossa dica é: comece a traçar um plano de ação para incluir o digital na equação.

A boa notícia é que, por meio dos marketplaces, praticamente qualquer empresa pode praticar o direct to consumer sem grandes dificuldades ou riscos. Iniciando agora ou já surfando essa onda há algum tempo.

O contato direto com o público da sua marca pode ser útil tanto como uma estratégia para ampliar o faturamento como para entender melhor o mercado e testar novos produtos. 

Entretanto, o ideal é que a empresa recorra a parceiros para gerenciar essa etapa do negócio. Assim, é possível manter essa operação sem perder o foco na atividade principal.

Ferramentas como o Olist permitem fazer isso de forma descomplicada, garantindo um acesso rápido aos canais de venda, com um potencial de ganhos elevadíssimo. Isso é possível pois além do expertise em vendas online, nossa equipe também oferece todo o suporte em termos de burocracia, gestão do negócio e atendimento ao cliente.

Sendo parte do novo ecossistema deste vasto oceano, nos resta pegar o que temos nas mãos e… surfar! Pode ser que a água esteja gelada em alguns dias, que o mar esteja flat em outros ou que o sol esteja de rachar. 

Não temos como controlar o que vem por aí.

Mas podemos, sim, nos preparar para o que pode surgir.

Venda com o Olist!

Jana Meneghel

Jana Meneghel

Jornalista. Produtora de conteúdo. Apaixonada por desafios. Devoradora de livros, maratonista de séries, praticante de atividade física por prazer (juro!). Curiosa por sotaques, amante do silêncio, mas interessada em boas conversas. Famosa por fugir para longe de tudo, de preferência pro alto de uma montanha ou pro meio de uma floresta. Fã de aprendizados e caçadora de oportunidades. A cara é de invocada, mas no fundo eu sou boazinha!

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Comentários 4

  1. Celso says:

    [Comentário editado pela equipe do Olist]

    • Igor Castanho says:

      Celso, boa tarde. Recebemos o seu comentário e gostaríamos de enviar uma resposta por email. Porém o email que foi informado não está recebendo mensagens: celso145beira@hotmail.com

      Poderia fornecer seu email correto para encaminharmos nossa reposta?

      Abraço!

  2. Aline Ribeiro says:

    Gostei do post, bem interessante!

  3. Paulo Junior says:

    Boa tarde! Tem algum livro para indicar em português que trata do D2C? Obrigado.

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