Diferenças entre o Mercado Livre e os demais marketplaces


Diferenças entre o Mercado Livre e os demais marketplaces
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Diferenças entre o Mercado Livre e os demais marketplaces

Quais as diferenças entre o Mercado Livre e os demais marketplaces?

Muitos lojistas ainda pensam que o modelo de operação desse site é o mesmo existente em canais como B2W, Cnova, Netshoes, Dafiti, Magazine Luiza e Walmart.

Na prática, contudo, essa é uma interpretação perigosa, que pode resultar no fracasso completo do seu negócio caso você queira vender nas grandes redes varejistas.

Fatores como a negociação comercial, cadastro de produtos e gestão de reputação podem ser muito diferentes em cada um desses canais de venda.

Isso exige flexibilidade e pequenas adaptações na rotina operacional de quem deseja adotar uma estratégia multicanal.

Felizmente não se trata de nada complexo. Ao terminar de ler este post, você vai entender melhor a diferença entre esses modelos de venda. 

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Diferença #01: Negociação comercial 

O Mercado Livre permite que tanto pessoas físicas como pessoas jurídicas anunciem seus produtos.

Sendo assim, o processo de criação de conta e cadastro dos primeiros produtos é relativamente simples, bastando apenas informar alguns dados pessoais.

Somente após atingir um volume consistente de vendas você vai precisar fornecer informações complementares, como dados que comprovem a legalidade da empresa e o cumprimento de obrigações fiscais.

Isso é compensado com um aumento na reputação da loja virtual e na visibilidade dos produtos dentro do Mercado Livre.

Nos demais marketplaces apenas pessoas jurídicas podem anunciar.

Como consequência, há um controle maior na entrada de novos sellers nestes canais.

Somente lojistas com uma empresa formalizada e uma operação de venda estruturada são aceitos.

Assim, o tempo até o fechamento de um acordo comercial com os grandes grupos varejistas acaba sendo maior.

Diferença #02: Cadastro de produtos

A criação de anúncios no Mercado Livre e nos demais marketplaces também apresenta algumas diferenças.

O Mercado Livre permite o uso de templates customizados, nos quais é possível inserir códigos em HTML e também componentes especiais como links, imagens e vídeos.

A plataforma permite ainda a criação de mais de um anúncio para o mesmo produto, com condições de frete diferenciadas, por exemplo.

Esse modelo de cadastro dos produtos é bem diferente daquele vigente nos sites das grandes redes varejistas.

Nestes marketplaces há uma série de restrições em termos de caracteres e termos que podem ser utilizados na descrição e no título dos anúncios.

Não é permitido utilizar qualquer tipo de código HTML ou links externos.

Cada produto pode possuir apenas um anúncio, registrado com base no EAN (código de barras) informado logo no início do cadastro.

Sendo assim, um anúncio feito para o Mercado Livre não pode ser replicado por completo no site das grandes redes, sob risco de ter a publicação rejeitada.

Diferença #03: Prazo para publicação dos produtos

venda_mais_com_olist As diferenças no processo de negociação comercial acabam influenciando o tempo de publicação dos produtos.

Logo após criar uma conta no Mercado Livre você já pode construir seus anúncios, realizando a publicação em poucas horas.

Caso os algoritmos da plataforma detectem alguma irregularidade ou você seja denunciado, o anúncio pode ser bloqueado.

Nos demais marketplaces o prazo de publicação é influenciado por outras variáveis, como a fila de itens enviados por todos os lojistas e os prazos para geração e categorização dos anúncios.

Por essa razão, é inviável comparar os prazos de publicação nestes canais.

Diferença #04: Avaliações dos consumidores

O modelo de avalições do Mercado Livre possui algumas particularidades que o tornam bem diferente em relação aos demais marketplaces.

Um dos pontos mais relevantes é a avaliação cruzada, na qual o consumidor avalia o lojista e vice-versa.

Além disso, há três tipos de qualificações possíveis: negativa, neutra e positiva.

Essas avaliações impactam diretamente a reputação do lojista e, consequentemente, a visibilidade dos seus produtos.

Nos sites das grandes redes varejistas há duas grandes diferenças: as avalições são unilaterais (somente o cliente avalia o lojista) e a qualificação é feita na forma de nota ou estrelas (variando de 0 a 5).

Nos dois casos uma performance muito ruim pode gerar bloqueios e até mesmo o banimento do lojista.

Conclusão 

Está claro que marketplaces como a B2W, Cnova, Netshoes, Dafiti, Magazine Luiza e Walmart são canais que funcionam de maneira bem diferente do Mercado Livre.

Essas diferenças, contudo, não fazem com que Mercado Livre seja melhor ou pior que os demais marketplaces.

Trata-se apenas de um modelo operacional distinto, que segue outras diretrizes.

Lojistas qualificados precisam entender e lidar com essas diferenças buscando sempre os melhores resultados.

Assim é possível construir um negócio sólido e promissor, pouco importando em qual canal as vendas serão concretizadas.


Não conseguiu ver os benefícios da venda em grandes redes varejistas? Então veja esse post que aprensta 5 vantagens da venda em marketplaces.


2 Comentários

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  1. 1
    André Wolf

    Bom artigo, mas discordo que não existe melhor ou pior. O Mercado Livre ainda está anos luz a frente dos concorrentes. Tem uma taxa de conversão muito melhor, ou seja vende muito mais. Tem mais liberdade para o lojista, que pode conversar com o cliente e resolver qualquer problema . Bem diferente desses outros MKplaces onde vc fica engessado, não consegue tratar nada com o cliente, depende de abertura de chamado para resolver coisas simples . Eu mesmo desisti de trabalhar com um deles pq era inviável do ponto de vista econômico e técnico.

    • 2
      Igor Castanho

      Olá André, muito obrigado por seu comentário.
      Entendo seu ponto de vista, mas acho que essa avaliação precisa ser feita caso a caso. Há vários custos de oportunidade envolvidos e que precisam ser ponderados.
      Um lojista pode preferir abrir mão dessa facilidade de interação com o cliente do Mercado Livre para buscar outros objetivos nas grandes redes varejistas.
      Um bom exemplo é o ticket médio. Como há menos vendedores do que no Mercado Livre, muitas vezes é possível trabalhar com uma margem maior nos demais marketplaces.
      Ele abre mão de um benefício priorizando outra vantagem.

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