Dropshipping nos marketplaces: vale a pena? (spoiler: não!)


Dropshipping nos marketplaces: vale a pena? (spoiler: não!)
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 Dropshipping nos marketplaces: vale a pena? (spoiler: não!)

Uma modalidade de venda que se tornou muito popular entre os comerciantes que vendem pela internet é o dropshipping. Basicamente, esse modelo permite ao lojista a manutenção do negócio sem qualquer produto em estoque, despachando os produtos direto dos armazéns de fornecedores para a casa dos clientes. Assim, é possível reduzir custos e praticar preços mais baixos.

Pelo baixo custo inicial e despesas reduzidas de manutenção, muitos lojistas podem ficar tentados a replicar esse modelo de venda em vários canais. Mas, embora essa operação seja viável para quem possui um e-commerce próprio, ela não funciona para as vendas em marketplaces. Mostramos abaixo quais são as principais dificuldades para o sucesso deste método nas grandes redes:

Controle reduzido sob os produtos

Quando uma loja virtual possui estoque próprio, o comerciante pode monitorar a qualidade e as condições de todos os itens colocados à venda. Se algum lote apresenta qualidade inferior ou o produto passa por mudanças na embalagem, layout ou especificações, é possível solicitar ajustes ou comunicar ao público rapidamente as mudanças.

Ao adotar o dropshipping o lojista perde esse poder de inspeção, já que não há qualquer tipo de contato com os produtos vendidos. Isso pode afetar a reputação da loja e gerar prejuízos, resultando em críticas ou aumento nas trocas e devoluções, o que compromete a relação com os marketplaces.


venda_mais_com_olistDificuldade em cumprir os trâmites burocráticos

Muitos lojistas que realizam dropshipping vendem produtos importados, utilizando os Correios como meio de transporte. Neste caso, os produtos podem ser taxados pela Receita Federal, que só libera as embalagens após o pagamento. Se o cliente não for informado claramente desta possibilidade, ele poderá sentir-se lesado, prejudicando a experiência de compra e afetando a imagem da loja e do marketplace.

Outra dificuldade que a loja poderá enfrentar é a exigência de inúmeros documentos por parte dos marketplaces. Isso inclui até mesmo a nota fiscal de compra junto aos fornecedores, o que nem sempre é possível em operações de importação para o dropshipping.

Incerteza sob o tamanho do estoque

Em tese, ao terceirizar o estoque a loja virtual passa a contar com um volume maior de produtos disponíveis para a venda. Entretanto, há datas sazonais em que os e-commerces registram um salto substancial no número de pedidos em um curto intervalo de tempo, como a Black Friday, o Dia das Mães, o Dia dos Pais e o Dia dos Namorados. Nessas ocasiões, nem sempre o fornecedor está preparado para despachar uma quantidade tão elevada de itens.

Nos marketplaces, que recebem um volume de acessos elevadíssimo,  isso pode fazer com que o lojista feche várias vendas e não consiga realizar uma entrega eficiente depois, aumentando os cancelamentos e reclamações. Se esse problema não for controlado as redes varejistas podem solicitar o bloqueio da loja, prejudicando o desempenho do negócio.

Isso também pode comprometer toda a operação logística, como será explicado a seguir.

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Risco elevado de problema nas entregas

Ao optar pelo dropshipping o lojista está terceirizando não apenas o estoque, mas também toda a operação logística. Isso gera um grande risco para o sucesso da loja virtual, pois aumentam drasticamente as chances de problemas na entrega para os clientes.

O primeiro desafio está relacionado ao prazo. A maioria dos consumidores compra nos marketplaces com a expectativa de uma entrega rápida. Entretanto, os fornecedores costumam levar mais tempo para fazer o envio dos produtos.  Se o item vendido é importado, esse prazo fica ainda mais dilatado, já que o frete é internacional.

Além disso, no dropshipping o lojista não possui controle sobre a embalagem na qual o produto será enviado, tornando incertas as condições de entrega ao cliente. Isso torna mais difícil a pratica do overdelivering, que favorece a retenção de clientes.

Dificuldades em realizar a logística reversa

Todas as vendas realizadas pela internet devem respeitar a legislação vigente. Isso inclui o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante o direito de arrependimento da compra em até 7 dias, sem prejuízo para o cliente.

Ao operar via dropshipping o lojista enfrentará mais dificuldades em coordenar a logística para devolução dos produtos. Será preciso entrar em contato com o fornecedor e arcar com os custos de frete de retorno. Em caso de itens importados de países como a China isso se torna praticamente inviável.

Nas vendas em marketplaces é essencial contar com uma estrutura ágil e eficiente para gerenciar as devoluções, caso contrário a loja poderá sofrer restrições.

Conclusão

Embora vantajosa em algumas modalidades de venda online, a operação de dropshipping é inviável nos marketplaces. Por controlar menos variedades no processo, dificilmente o lojista vai conseguir sustentar os padrões de eficiência e qualidade exigidos pelas grandes redes varejistas. Isso pode gerar suspensões e até mesmo o bloqueio da loja virtual, gerando prejuízos.

Ao invés de cortar custos em estoque, o lojista pode buscar competitividade otimizando outros aspectos do negócio, como a compra em escala. Isso ajuda a reduzir os gastos operacionais e pode ser decisivo para a garantia do lucro nas vendas em marketplaces.

Tem outras dúvidas sobre os riscos do dropshipping nos marketplaces? Comente abaixo!



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