Simples Nacional ou MEI? Qual é o modelo ideal para quem vende online?


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Simples-Nacional-ou-MEI-Qual-é-o-modelo-ideal-para-quem-vende-onlineAs obrigações tributárias — ou seja, o pagamento de tributos e suas obrigações acessórias — constituem um dos fatores que mais geram dúvidas entre os empresários, já que é essencial ter uma situação regularizada e fugir de problemas com a Receita Federal. Para quem vende on-line entretanto, decidir pelo melhor enquadramento empresarial como contribuinte tributário pode ser ainda mais difícil. Já que muitas das orientações são dadas para comércios e prestações de serviços no mundo off-line. Como, normalmente, trata-se de negócios de porte menor, as melhores opções são o MEI e o Simples Nacional, que trazem certas diferenças importantes entre si.

Está na dúvida entre qual delas escolher? Veja qual seria o modelo ideal para quemvende on-line, lendo o nosso post até o final!

MEI x Simples Nacional: qual escolher?

O MEI e o Simples Nacional são grandes conhecidos dos empresários de pequenas e médias empresas, já que são as duas formas de tributação mais utilizadas por empresas desse porte. De maneira geral, o MEI serve para empresas que faturam um valor igual ou inferior a R$60 mil por ano e tem como condição necessária o fato de que a pessoa não seja sócia ou titular em outra empresa.

É viável a contratação de até um funcionário, pagando salário mínimo ou o piso de sua categoria. Pode-se até afirmar que o MEI se trata de uma espécie do Simples Nacional, que foi criada pelo governo com o objetivo de formalizar mais empreendedores que atuam em pequenos negócios de modo informal.

Além disso, no MEI, a taxa a ser paga é recolhida por uma guia (DASN-MEI), cujo valor depende diretamente da área de atuação da empresa, sendo fixo a cada mês. Quem vende on-line, por exemplo, encaixa-se na categoria de comércio e indústria e deve arcar com um valor que, normalmente, fica abaixo de R$ 50,00 mensais.

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Teto de faturamento anual

No Simples Nacional, o empreendedor também precisa pagar somente uma guia na qual ele recolhe todos os impostos. A diferença, entretanto, é que para adotar o Simples a empresa fica obrigada a ter um teto de faturamento anual igual ou inferior a R$ 360 mil. Além disso, pode-se ter um número maior de funcionários e cabe a existência de sócios, garantindo-se a abrangência de corporações compatíveis ao regime.

Esse modelo de tributação é conhecido por garantir ótima redução nos impostos e contribuições devidas. Sendo especialmente útil para os negócios que tiverem uma folha de pagamento mais onerosa.

Qual opção traz mais vantagens para o comerciante virtual?

Embora o enquadramento no MEI seja bastante favorável para quem quer se livrar de toda a burocracia, o teto de faturamento anual pode ser considerado um pouco baixo para alguns comerciantes. O Simples Nacional apresenta algumas vantagens parecidas com quem escolhe ser MEI, como:

Diminuição da burocracia

Como o Simples Nacional reúne 8 impostos em uma só guia, existe uma diminuição da burocracia no pagamento das alíquotas devidas. O empresário precisa se preocupar menos com o pagamento desses valores, já que tudo é feito de maneira integrada, o que ajuda a economizar tempo.

venda_mais_com_olistMaior possibilidade de crescimento

O Simples Nacional possui um limite de faturamento menos restrito do que o MEI e, portanto, ele oferece possibilidade de crescimento — uma possibilidade até 6 vezes maior, na verdade. Com isso, quem vende on-line não precisa se preocupar em ser excluído do MEI graças ao seu crescimento, já que o teto do Simples é maior.

Emissão de nota fiscal com chave eletrônica

Muitas vezes, quem vende on-line precisa emitir nota fiscal com chave eletrônica para garantir que todos os trâmites aconteçam da forma correta. Ao optar pelo MEI, porém, isso não é possível. Já o Simples admite tal possibilidade, sendo especialmente útil para lojas virtuais e afins.

Legalização quanto às obrigações tributárias

Como se torna mais fácil pagar todos os tributos, a adesão ao Simples Nacional garante a legalização quanto às obrigações tributárias. Permitindo que o negócio aproveite todas as vantagens de estar em dia com suas obrigações com o Fisco.

Aumento da competitividade

Por ser limitado a empresas de pequeno e médio porte, os negócios que adotam o Simples Nacional ganham competitividade em relação a companhias maiores, já que possuem como incentivo o pagamento reduzido e simplificado de impostos. A facilidade de ter a contabilidade em dia também conta a favor do negócio, que passa a ter mais chances de encarar uma concorrência com empresas maiores.

Como escolher a opção correta?

Apesar de o Simples Nacional apresentar algumas vantagens em relação ao MEI, a escolha do regime tributário precisa ser feita com cautela, para que o negócio realmente se beneficie. Por isso, contemplar o modelo de negócio e seu faturamento é muito importante, mas também se deve pensar em quais são os objetivos futuros.

Normalmente, aumentar as vendas exige um cuidado maior com as obrigações tributárias e isso deve ser levado em consideração. Inclusive, ao falar sobre pensar no modelo de negócio, é preciso avaliar o que seus clientes ou parceiros exigirão.

Se a nota fiscal com chave eletrônica for uma necessidade, por exemplo, então o MEI deve ser desconsiderado, já que não a contempla. A mesma coisa pode ser dita se o negócio for tocado por você e mais sócios, haja vista o MEI se tratar de um empreendedor que opera individualmente, como seu nome mesmo certifica.

Faturamento

Como o Simples Nacional é calculado baseando-se no faturamento dos últimos 12 meses, também é preciso pensar se você possui o aporte econômico necessário para arcar com a guia de recolhimento de maneira a se manter regularizado. Buscar orientação profissional com um contador de qualidade é importante, já que o profissional será capaz de assistir sua decisão.

Com uma análise aprofundada sobre quais são os seus lucros e quais as projeções, o contador será capaz de indicar qual é a melhor escolha para o seu caso. Embora o MEI seja uma opção extremamente vantajosa e bastante utilizada por milhões de microempresários brasileiros, para quem vende on-line o Simples se mostra como a melhor opção. Entretanto, a fim de garantir a escolha correta, é sempre importante consultar seu contador para que seja feita uma análise aprofundada da economia gerada por sua opção de enquadramento.

Resta alguma dúvida sobre o MEI ou sobre o Simples Nacional? Dê a sua opinião, escreva nos comentários e participe para receber mais informações!


6 Comentários

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  1. 2
    Felipe

    Ótimo texto! Faço apenas uma resalva: o enquadramento no simples é posssivel para empresas com faturamento anual abaixo de R$ 3,6 milhoes, e nao R$ 360 mil como informa o texto. Acima deste valor, deve-se optar pelo Lucro Real ou Lucro Presumido.

  2. 5
    lindemberg almeida

    ola, bom dia, eu vendo produtos pelo mercado livre, os produtos são adesivos que eu mesmo faço e envio pelo correios, só mei, seria possivel eu vender no olist, qual o requisito para que eu possa entra.

    • 6
      Igor Castanho

      Olá Lindemberg, tudo bem?
      Sendo MEI, você terá que emitir nota fiscal eletrônica com chave de acesso de 44 dígitos. Terá que ser um arquivo XML modelo 55 ou modelo 20.
      Sem isso você terá que adotar outro regime tributário.
      Abs!

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